(Essa primeira parte dessa história em forma de poema foi postada por mim em fevereiro de 2009. Estou repostando para quem ainda não o conhecia. O resto da história esta nas postagens antigas do meu blog.)
I PARTE
Ela disse que sairia.
Passou por cima da vida,
Rasgou o que nela havia,
Destruiu sua harmonia.
Chegando a sua casa,
Viu a mãe sentada,
O pai na Pia,
E seu irmão na escada.
Não queria ver mais nada,
Somente sentia,
Que não queria e não poderia,
Nada!
Perdeu o sentido.
Perdeu o rumo.
Quis se arrepender de ter nascido.
Quis morrer em pleno mundo.
De muda se passou,
O olho não mais brilhou
Pra nada,
Se esqueceu em plena estrada.
Dizia só pra si
O que pensava,
E pensava coisas más
Que queria para ser enganada.
Pobre menina açoitada
Pela alma não amada
E pelo peso dos olhares
E seus impulsos que não valem à paga.
Anestesiada por si mesma,
Esqueceu que por sua beleza
Alguém a cortejava,
E chorava por não ter suas palavras.
Um amigo desprezava,
Que na sala de aula agitada
Se escondia em “ois” e estudo
De medo e vergonha de sua amada.
II PARTE
Menino bom e quieto.
De moderada beleza e grande afeto.
Que sabia ver no mundo algo mais
Que rostos e capuzes ideais.
Sentia medo de varias coisas,
Por alguma coisa passada
Em sua vida de problemas;
Ficou com sua capacidade limitada.
Seus amigos... não compreendia.
Tudo que eles faziam era arriscado:
Entregar os corações a várias terapias
Que de lá só poderiam sair machucados.
Queria algo além do que a vida.
Só teve repouso na menina ao seu lado,
Na sua nova sala de aula
Descobria o que sempre havia procurado.
III PARTE
O amor é assim:
Nutre e incha,
Engana o coração
Com algo que não é em vão.
Engana porque não é pleno;
Tesouro que brilha mais do que vale.
Um homem encontra na mulher
O primitivo lugar que lhe cabe.
Uma casinha em meio a um bonito vale,
Que é aconchegante só por ser sua.
É o que satisfaz o corpo e a alma,
Onde trabalha para o que foi criado.
Só que ser homem não satisfaz a alma,
Embora ele queira:
O homem precisa do perfeito e eterno,
Sua amada é tão medíocre como ele.
A paixão embebeda, embriaga.
O amor é bom vicio.
Meio egoísmo e meio entrega
É o amor de mulher e marido.
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