(as outras partes desse poema eu postei em dias anteriores. Esta tudo nos arquivos do blog. Postarei as proximas partes em breve.)
XIII PARTE
Ela o enchia de sorrisos,
Claro que meio escondidos;
Seu coração não podia controlar:
Quase ia ela mesma o procurar...
Ficou cega pela emoção,
Não enxergava mais aula ou colegas,
Só a nova distração de seu coração:
O menino, novo dono de suas idéias...
Ela conseguia ver nele, toda sua limitação...
E como era mal adaptado a esse mundo.
Via que poderia não sobrar, nada, quando acabasse a paixão,]
Mas não sabia se isso era tudo.
Na verdade, ela o entendia:
Sabia que estar nos moldes desse mundo
Não era a única coisa que havia,
Pois conhecia, também, o escuro...
XIV PARTE
O escuro do mundo:
Seu lado de fora;
O além de seus muros;
Ele até apavora...
É sombrio e misterioso,
Só vemos se experimentamos o desgosto
E desejamos fugir
Do que nos disseram o comum.
Seu maior caminho é a solidão,
Mas também pode ser conhecido pela distração.
Do lado de cima,
Também pode ser encontrado pela imaginação.
Se estamos fora do mundo,
Então, ou no seu escuro
Ou no seu clarão:
Varias pessoas ficaram por lá...
Não conseguiram voltar:
No escuro há refugio sombrio,
Como o que nossa menina vivia;
E no claro há a luz eterna...
No escuro do mundo
Habita a mentira e o segredo,
Na luz do mundo
Há a sabedoria e a graça.
Imagine uma pessoa em seu quarto
Se nutrindo de solidão:
Eis a escuridão
Que mata (a alma).
Mas, se com o coração longe...
Como que voando...
E com a impressão que se pode voar pela janela...
Eis o clarão do mundo.
No escuro está à verdadeira morte,
E no clarão a verdadeira vida.
E há pessoas que simplesmente estão no mundo:
São as mais, de lastima, dignas.
No escuro e no clarão
Tem-se vontade de chorar:
Pela alma vazia
Ou pela alma repleta (alegria!).
XV PARTE
Chegou em casa o menino
E ficou pensando no sorriso
Que cansou de tanto a menina lhe dar,
E ficou meditando de novo seu gostar.
Algo tinha mudado
Drasticamente,
Isso ele sabia,
E era confuso... pra sua mente.
Se viu sem mais gosto de a amar,
Ele que tanto, tanto se cansou de pensar
Naquela menina.
Não era mais, o mesmo, seu sentimento...
Quis até se forçar a lembrar
Do que sentia,
E vendo no rosto dela agora, que ela também queria,
Tinha, que dela continuar a gostar... (pensava)
Mas ele não podia,
E seu coração, dele se despedia:
Ia pra outras coisas querer.
Difícil entender esse troça de amar...
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