Há, num semblante amanhecido,
Milhares de pessoas com o coração vivido,
Cheias de capacidade de amar,
Geralmente, "mortas"... sem tentar.
Não encontram o que vieram no mundo buscar.
Nessa fuga alucinante que deve ser a vida,
Vivem o contrário: indo de encontro dela
E se sujando, e afundando em seu seio.
Milhares de pessoas vivem
Um escombroso viver,
E tendo de suportar o peso...
Que é dos erros,
Por vezes frutuosos,
Mas só para quem tem sabedoria.
Pra quem só sabe a ingenuidade,
Uma ora eles cobram o preço
Do luxo bizarro que foi adereço,
E é a morte!
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